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Alunos do Projeto Cientistas do Futuro apresentam novas tecnologias em Mostra de Trabalhos

Háptica vem do grego “Haptikós”, que significa sensível ao tato. No contexto científico, entretanto, a háptica garante muito mais significados e sensações se estimuladas pelo equipamento Phantom Omni, uma das atrações apresentadas pelos alunos do Projeto Cientistas do Futuro, durante a I Mostra de Trabalhos de 2016, da Escola Alfredo J. Monteverde, em Macaíba/RN.

A convite do Instituto Santos Dumont de Ensino e Pesquisa, realizador do evento, os alunos do Projeto Cientistas do Futuro apresentaram quatro trabalhos, produzidos durante todo o primeiro semestre de 2016.

Os alunos Savio Santos e Josevânia Stefany Oliveira expuseram uma dinâmica sobre o Sistema Endócrino, promovendo um jogo de perguntas e respostas sobre hormônios produzidos pelas glândulas endócrinas, bem como as funções que cada um deles desempenha no organismo. “Alunos de medicina que visitaram a Mostra elogiaram a apresentação, por se tratar de um assunto tão complexo, até mesmo para eles, que estão na graduação”, conta Savio.

Já os alunos Jhonnys Mackenzy e Amanda Pereira explicaram a óptica da visão e funções da retina.  Através de uma maquete em 3D, composta por materiais recicláveis, os alunos apresentaram as estruturas do olho e dos fotorreceptores da retina e sua função na transdução da fonte luminosa em sinal eletroquímico, enviado ao cérebro (lobo occipital) para a formação da imagem.

Passando da visão para o movimento, os alunos Renato Ivan e Claudiane Ferreira levaram para a Mostra as experiências que tiveram durante as aulas práticas sobre reabilitação em pacientes com lesão medular, utilizando equipamentos como o Stand, Lokomat e Zero G. As aulas, filmadas e editadas pelos próprios alunos, foram apresentadas na Mostra de Trabalhos para o público visitante.

Além do vídeo, os alunos apresentaram também o Robô Thymio, abordando as funções do equipamento com os movimentos dos seres humanos. Interagindo com os visitantes, os alunos promoveram uma dinâmica onde respondiam com quais movimentos o robô se parecia com o homem.

E por falar em movimento, O Phantom Omni, foi o trabalho apresentado pelas alunas Isabel Dantas e Maria Allice Guedes, que demonstraram aos visitantes como o equipamento de sensibilidade virtual pode causar sensações de formas e objetos em 3D. O Phantom Omni é similar a uma caneta, que ao tocar um objeto virtual no computador, promove a sensação tátil para o usuário. O resultado não poderia ter sido melhor. “As pessoas ficaram encantadas com essas novas tecnologias”, lembra Isabel. O trabalho das alunas também contou com óculos virtual, que acabou se tornando a sensação entre pais e alunos da escola Alfredo J. Monteverde. A experiência simulava um ambiente tridimensional, como se os visitantes da Mostra estivessem dentro de um jogo virtual.

A participação dos alunos na Mostra de Trabalhos ocorre desde 2010. Para André Luiz Guedes, assistente do Projeto Cientistas do Futuro, os alunos se demonstram mais interessados e expressivos nas apresentações, a cada ano que passa.